ARMAMAR

OBRIGADO ARMAMARENSES POR CONFIAREM E VOTAREM EM NÓS!          

Início
Eleitos 2009
Intervenções
As nossas propostas
O nosso site
ARMAMAR
Resultados Eleições
Serviços
Contactos

 

 HISTÓRIA   

 

O topónimo Armamar é anterior à Nacionalidade, parecendo tratar-se de um genitivo do nome pessoal "Ermamarus", ou seja, "villa de Ermamari" que alguns autores apontam como o fundador ou repovoador da vila rural de que proveio a actual povoação. Em diversos documentos aparece com grafia diferente, como é o caso de "Hermamar" ou "Ermamar".

A ocupação humana no actual concelho de Armamar remonta a épocas ancestrais, bastando para confirmar este facto, analisar a arqueologia local; o primitivo castelo de Armamar parece confirmar isso mesmo, pois ao que tudo indica, corresponde, na sua origem, a um castro. As lutas entre árabes e cristãos para a posse de toda a terra de Lamego tornaram, por certo, deserto o território de Armamar que voltaria a ser povoado no século XII, por acção do nosso primeiro rei D. Afonso Henriques.

O primitivo assento da povoação era diferente do actual; pela análise de documentos e factos históricos se depreende que a povoação que se tornou cabeça da "terra", deveria localizar-se na actual freguesia de Aldeias, sobre as chãs da Fraga da Pena. Assim se depreende que esta deveria ser a "civitas" originária da cabeça da "terra" designada, na Idade Média, "Ermamar".

Durante o século XII, a "terra de Ermamar" perde a sua autoridade em algumas povoações, como é o caso de Fontelo, Tões e Lumiares (na actual freg. de Santa Cruz) que passam a Egas Moniz e seus sucessores, como comenda, honra e couto, respectivamente; Vila Seca saiu também e foi feito couto por D. Afonso Henriques para Echa Martins "Mouro". Um outro factor que contribuiu para a referida perda de autoridade foram as cartas de foro passadas a algumas povoações da terra de "Ermamar". Assim, segundo as Inquirições de 1258, a autoridade da vila e castelo de Armamar era exercida apenas nas actuais freguesias de Armamar, Aricera, S. Romão e Aldeias.

A "Terra de Ermamar", era muito mais reduzida em relação ao actual concelho, sendo que as freguesias de Queimada e Queimadela eram do termo de Lamego, a de Cimbres do de Tarouca; as de S. Cosmado, Goujoim e Santo Adrião eram do termo de Leomil.

Eclesiasticamente, apenas existia no termo de Armamar uma paróquia, a de S. Miguel do Castelo e por essa razão as freguesias que aí apareceram depois (Aricera, Coura, Folgosa, Santiago, S. Romão, Tões e Vila Seca), foram todas curatos de apresentação do reitor de Armamar.

A vila de Armamar foi cabeça de um condado, extinto logo no início da guerra da restauração, em consequência da condenação à morte do jovem Conde Rui de Noronha, envolvido na conspiração urdida pelo Arcebispo de Braga, D. Sebastião de Noronha, seu tio, pelo Duque de Caminha e pelo Marquês de Vila Real contra o novo rei D. João IV. O Conde de Armamar que contava com 24 anos, foi degolado juntamente com os restantes conjurados, em 29 de Agosto de 1641, na Praça do Rossio em Lisboa.

Por ter sido terra doada ao Mosteiro de Santa Maria de Salzeda, em 1189, Armamar não teve, curiosamente, foral antigo. A 3 de Maio de 1514, D. Manuel I deu foral novo a esta vila e por decreto de 24 de Outubro de 1855, Armamar foi elevada a cabeça de comarca. A área do actual município resultou de sucessivas reformas administrativas que extinguiram os concelhos de Fontelo, Lumiares (actual freg. de Santa Cruz) e S. Cosmado, hoje freguesias do concelho de Armamar.

 


Voltar à Página principal